Trump considera possibilidade de emitir novo decreto sobre imigração

AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) a jornalistas a bordo do avião Air Force One que não descarta a assinatura de um novo decreto sobre imigração, diante de uma nova suspensão judicial da ordem assinada há duas semanas.

"A parte ruim é que leva um tempo legal, mas vamos ganhar essa batalha.

Nós também temos um monte de outras opções, incluindo a apresentação de uma nova ordem ", explicou o presidente.

Consultado sobre se planeja emitir uma nova ordem, Trump disse que é uma possibilidade.

"Precisamos agir rapidamente por questões de segurança, de forma que poderia muito bem ser feita", declarou.

Na noite de quinta-feira (9), o Tribunal de Apelações do Nono Circuito, em São Francisco, manteve a suspensão do decreto presidencial que causou comoção no país ao proibir a entrada de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana.

Nesse sentido, Trump disse que sua equipe aguardará até a próxima semana para dar seu próximo passo.

"Talvez na segunda (13), ou terça-feira (14)", comentou.

Fortalecer a segurança

Em qualquer cenário, disse, o país se dedicará às "verificações extremas" para imigrantes e refugiados dos sete países incluídos em seu polêmico decreto.

"Vamos fortalecer a segurança. Vamos permitir a entrada de pessoas em nosso país que venham por boas razões", comentou.

O polêmico decreto migratório de Trump, que proibia por 120 dias a entrada no país de qualquer refugiado - proibição indefinida se for da Síria - entrou em vigor em 27 de janeiro e, em 3 de fevereiro, foi suspenso pelo juiz James Robart em resposta ao recurso feito pelo procurador-geral do estado de Washington, Bob Ferguson.

Por enquanto, o decreto está suspenso e qualquer cidadão de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen, cuja entrada estava proibida por 90 dias, poderá entrar nos EUA, se tiver um visto válido.

Análise de opções

Em Washington, a Casa Branca procurava definir um rumo para salvar o decreto bloqueado pela Justiça, ou planejar um novo.

O chefe de gabinete de Trump, Reince Priebus, disse à imprensa que a Presidência estava "repassando todas as nossas opções no sistema judiciário", deixando em aberto a possibilidade de levar o caso para a Suprema Corte.

De manhã, durante a coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, Trump havia dito não ter "nenhuma dúvida" de que seu decreto seria validado pela Justiça.

"Continuaremos com o processo nos tribunais e não há dúvidas de que ganharemos este caso", disse o presidente americano, acrescentando que seu governo anunciará "medidas adicionais de segurança (...) em algum momento da próxima semana".

De acordo com o presidente, a preocupação generalizada com a Segurança Nacional "é uma das razões pelas quais estou aqui".

"Os eleitores sentiram que eu poderia proporcionar uma segurança melhor" ao país, completou.

.