A capital do país, Mogadiscio, estava sob forte segurança para garantir a votação sem o risco de um ataque do al-Shabaab, grupo terrorista ligado à rede Al-Qaeda. Mohamed, de 55 anos, é conhecido amplamente pelo seu apelido, "Farmajo". Ele enfrentará um quadro difícil: o presidente dos EUA, Donald Trump, proibiu viagens para o território americano de cidadãos e refugiados da Somália e de outros países de maioria muçulmana, decisão agora em disputa na Justiça dos EUA. Além disso, o país africano sofre com a ameaça de fome para seus 6 milhões de habitantes e a violenta insurgência do al-Shabaab, nesse empobrecido e isolado país.
Mohamed morou em Buffalo, nos EUA, em boa parte de sua vida adulta. Ele foi premiê somali entre 2010 e 2011 e é visto como um líder que pode melhorar a relação bilateral com Washington. A Somália é considerada um foco de extremismo islâmico e é vulnerável à infiltração do Estado Islâmico, que por ora tem pouco espaço nesse país.
O processo eleitoral somali foi baseado no sistema tradicional de clãs, mas foi mais inclusivo que em outras tentativas anteriores de democracia. O processo atual teve apoio e financiamento da comunidade internacional, mas foi manchado por alegações de compra de votos e intimidação de candidatos.