A maior central sindical da Argentina convocou nesta quinta-feira (2) uma mobilização para 7 de março e ameaçou com uma greve geral neste mesmo mês, em protesto ao governo de Mauricio Macri pelo aumento do desemprego e a perda de poder aquisitivo.
A decisão anunciada pelos líderes da Confederação Geral do Trabalho (CGT) rompe, assim, com o diálogo com os ministros de Macri.
"Já não há tempo para o diálogo", assegurou Héctor Daer, após a reunião na qual decidiram recorrer a medidas de força.
O anúncio acontece em um cenário de economia recessiva, queda da atividade industrial e uma inflação que fechou 2016 acima dos 40% depois de uma desvalorização da moeda de 31%.
Os líderes da CGT confirmaram que não participarão de reuniões com empresários, nem com o governo, devido ao descumprimento dos acordos antidemissões.
Para março, estão previstos aumentos de entre 60% e 148% nas tarifas de energia elétrica, depois do aumento dos combustíveis em janeiro.
Esta seria a primeira greve geral contra o governo liberal de Mauricio Macri, que assumiu em 10 de dezembro de 2015, implementando um modelo diametralmente oposto aos governos protecionistas de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015).
