ONU faz apelo para que Trump reveja decisão de barrar refugiados nos EUA

Desde que tomou posse, em 20 de janeiro, o presidente Trump vem colocando em prática suas promessas de campanha

Estado de Minas

- Foto: AFP / MANDEL NGAN


A ONU fez um apelo neste sábado ao presidente Donald Trump para que prossiga com a longa tradição de recepção aos refugiados nos Estados Unidos e que não faça distinções de raça, nacionalidade ou religião.


Trump anunciou na sexta-feira uma mudança em temas migratórios e de recepção de refugiados para deter, afirmou, a eventual entrada no território americano "de terroristas islâmicos radicais".

Com isso, o presidente decidiu fechar as fronteiras do país para a entrada de refugiados por 120 dias e que não há prazo definido para o ingresso de refugiados que fogem do massacre na Síria. Nesse caso, a entrada em território americano foi suspensa indefinidamente.

O presidente Donald Trump também suspendeu a imigração de pessoas vindas de sete países com população predominantemente muçulmana. Os imigrantes cristãos estão fora dessa proibição: se eles declararem que são perseguidos em nações muçulmanas terão visto aprovado para entrar nos Estados Unidos.


Em uma declaração conjunta, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) recordam que o programa americano de reassentamento "é um dos mais importantes no mundo"


Os postos de realocação oferecidos por cada país "são vitais. A OIM e o ACNUR esperam que os Estados Unidos continuem desempenhando seu papel importante de líder e prossigam com sua longa tradição de proteção aos que fogem dos conflitos e das perseguições", completa o comunicado.


As duas agências responsáveis pelos migrantes e refugiados recordam ainda a Trump um princípio básico: "Estamos profundamente convencidos de que os refugiados devem receber un tratamento equitativo e oportunidades de reassentamento, independente de sua religião, nacionalidade ou raça".


A OIM e o ACNUR afirmam estar dispostos a "seguir trabalhando ativamente e de forma construtiva com o governo americano, como há décadas, para proteger os que mais necessitam".

Com agências

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