May afirmou que não pretende que o Reino Unido seja membro do Mercado Único Europeu e que irá buscar um acordo de livre comércio "ambicioso" com a UE.
Deixar o mercado único criará incertezas para os negócios do Reino Unido que dependem de comercialização com a Europa, mas permitirá que o país rejeite o princípio de livre circulação do bloco, que permite que qualquer cidadão da UE viva e trabalhe no Reino Unido.
"Nós teremos controle do número de pessoa vindo para o Reino Unido da UE", disse May.
A primeira-ministra pretende iniciar formalmente as negociações de saída do Reino Unido da UE em março, o que coloca o país em curso para deixar de fato o bloco até março de 2019. Eu seu discurso, ela afirmou que o governo irá colocar o acordo final do Brexit para votação nas duas casas do Parlamento e que busca uma "nova parceria de igualdade" com a UE, como "parceiros de confiança". De acordo com May, a implementação do Brexit deverá ser em fases.
O Reino Unido não quer estar "meio dentro, meio fora" da União Europeia, afirmou. Segundo ela, o Reino Unido precisa estar "livre" para buscar acordos comerciais com outros países do mundo. "Quero novos acordos comerciais não apenas com a UE, mas com velhos amigos e novos aliados", disse. Ela também afirmou que "os dias em que fazíamos grandes contribuições financeiras à UE estão perto do fim".
May já havia afirmado repetidamente que quer ter o controle sobre a imigração e em seu discurso reiterou que pretende remover o Reino Unido da jurisdição da Corte de Justiça Europeia, e, ao mesmo tempo, manter um bom relacionamento comercial com a Europa.
May também disse que é do interesse do Reino Unido que a UE tenha sucesso. "Quero que o Reino Unido fique mais unido, forte e mais justo", declarou.