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Estado de Minas

Guerrilha ELN liberta civil em seu poder no nordeste da Colômbia


postado em 10/10/2016 16:52

A guerrilha do ELN entregou nesta segunda-feira um civil que estava em seu poder a uma comissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia, em um momento em que se espera um anúncio sobre o diálogo de paz entre o grupo armado e o governo.

"Um civil que estava em poder do Exército de Libertação Nacional (ELN) foi entregue hoje ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na zona rural de Fortful", no departamento (estado) de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, indicou o organismo internacional em um comunicado, no qual não deu a identidade do refém.

Nos últimos 15 dias, esta foi a terceira libertação feita pelo guevarista ELN, a segunda guerrilha do país.

Embora se desconheça o número exato de reféns em poder deste grupo, que pegou em armas em 1964 por influência da revolução cubana, fontes oficiais estimam que pelo menos uma pessoa permaneça retida.

"Sinto prazer em informar que a pessoa libertada se encontra neste momento a caminho de se reunir com seus entes queridos", disse Christoph Harnisch, chefe da delegação do CICV na Colômbia, citado no comunicado.

Participaram também da operação para a libertação do civil representantes da Defensoria Pública e da Igreja Católica, acrescentou o texto.

A libertação desta segunda-feira ocorre enquanto a Colômbia aguarda um anúncio "importante", na Venezuela, do governo e desta guerrilha. Espera-se que leve finalmente à instalação da mesa de negociações de paz que anunciaram há mais de seis meses.

O ELN e o governo de Juan Manuel Santos anunciaram em 30 de março um acordo para lançar a etapa pública de conversas iniciadas em sigilo em janeiro 2014. No entanto, os diálogos formais não foram instalados porque para isto o presidente exigiu à guerrilha que abandone primeiro a prática do sequestro.

A Colômbia vive um conflito armado que confrontou durante mais de meio século guerrilhas, paramilitares e agentes da força pública, com balanço de 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.


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