Jornal Estado de Minas

Húngaros dizem 'não' a imigrantes, mas referendo não atinge quórum mínimo

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, sofreu um revés neste domingo (2) em seu referendo contra o plano de cotas de imigrantes da União Europeia (UE), que registrou uma participação abaixo dos 50% necessários - informaram pesquisas do partido da situação, o Fidesz.

Como se antecipava, os eleitores do "não" atingiram 95% do total, mas apenas 45% dos oito milhões de inscritos compareceram às urnas, o que invalida o resultado, segundo os números divulgados pelo vice-presidente do partido, Gergely Gulyas.

Gulyas disse, porém, que o resultado é "uma vitória esmagadora para todos aqueles que rejeitam o plano de realocação, para aqueles que acreditam em que os Estados-nação deveriam permanecer e para aqueles que acreditam na democracia".

Antecipando há alguns dias uma possível vitória contrariada pela abstenção, o conservador Viktor Orban sempre reiterou que a prioridade era a porcentagem alcançada pelo "não".

Cerca de 8,3 milhões de eleitores foram convocados para responder à pergunta: "Quer que a União Europeia decrete a realocação obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria sem a aprovação do Parlamento húngaro?".

As seções eleitorais abriram as portas às 6h locais (4h, horário de Brasília) e fecharam às 19h (17h, em Brasília).

Cerca de 400.000 imigrantes transitaram pela Hungria em 2015, a maior parte deles antes de que serem instaladas as cercas nas fronteiras da Sérvia e da Croácia.

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