A coalizão militar árabe, que participa no conflito no Iêmen em apoio a seu presidente, anunciou a abertura de uma investigação depois que a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou sobre a morte de 11 pessoas em um bombardeio contra um hospital.
A FMS informou na véspera que a coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeou um hospital em uma província sob controle rebelde no norte do Iêmen, deixando ao menos 11 mortos e 20 feridos, 48 horas após ataques aéreos que mataram 10 crianças iemenitas.
A ONG, que possui uma equipe nesse centro de atendimento, confirmou no Twitter "que o hospital Abs (na província de Hajja) foi atingido por bombardeios aéreos hoje às 15h45 locais (09h45 de Brasília)".
Os Estados Unidos, aliados da Arábia Saudita, e a Anistia Internacional condenaram o ataque.
Estes bombardeios aconteceram menos de 48 horas depois que a MSF acusou a coalizão de matar 10 crianças ao bombardear uma escola corânica em Saada, outra província rebelde do norte iemenita.
A coalizão negou ter atacado a escola e disse que se tratava de um campo de treinamento de rebeldes, onde havia soldados menores de idade. Ainda assim, afirmou que investigará o incidente.
A coalizão árabe iniciou sua campanha contra os rebeldes huthis apoiados pelo Irã e seus aliados em 26 de março de 2015.
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