O acordo prevê o desembolso ao NML e a outras três gestoras, entre elas a Aurelius Management, de US$ 4,6 bilhões, segundo o comunicado.
Pollack afirma que a assinatura do acordo é um "passo gigante" para encerrar a batalha judicial entre a Argentina e os fundos em Nova York, mas ainda não é o passo final. O acordo precisa ser aprovado pelo Congresso da Argentina e precisa da retirada de cláusulas da sentença do juiz federal Thomas Griesa que impedem o país de acessar o mercado internacional de capitais.
O advogado afirma que a Argentina estuda emitir bônus no exterior para financiar o pagamento aos fundos. O NML, que era contra a retirada dessas cláusulas, se comprometeu na assinatura do acordo a não interferir nos planos do país de acessar o mercado externo. Há 15 dias, Griesa anunciou que retiraria essas cláusulas, desde que a Casa Rosada se comprometesse com certas condições. Entre elas, pagar os primeiros fundos que aderiram ao acordo até esta segunda-feira, 29.
O acordo fechado com o NML e outros três fundos - Aurelius Capital, Davidson Kempner e Bracebridge Capital - prevê um deságio de 25% do valor principal mais juros dos bônus detidos pelos fundos. Eles não aderiram às duas reestruturações da dívida do país, em 2005 e 2010, feitas após o calote de 2001.
No comunicado que anuncia o acordo, Pollack agradece ao governo do presidente Mauricio Macri pelo passo "histórico" e destaca que Griesa foi o responsável pelo caso nos 15 anos do litígio na Corte de Nova York. A gestão anterior, de Cristina Kirchner, preferiu não negociar com os fundos e os apelidou de "abutres".
Pelo lado dos fundos, que são tecnicamente chamados de "holdouts", Pollack disse que Paul Singer esteve pessoalmente envolvido nas discussões dos últimos dias.
No dia 5 de fevereiro, autoridades do governo argentino apresentaram em Nova York uma proposta aos fundos em que o país se compromete a pagar com deságio de 25% os detentores de bônus que não aderiram às duas reestruturações da dívida. Na ocasião, apenas dois fundos entre os principais detentores de bônus aceitaram a proposta. Ao longo das últimas semanas, outros acordos foram sendo fechados, mas faltava o principal - o NML. Após todos os acordos, a Casa Rosada vai desembolsar US$ 6,5 bilhões..