Um juiz federal de Nova York aceitou nesta quinta-feira conceder a prisão domiciliar ao hondurenho Alfredo Hawit, suspenso da presidência da Concacaf e acusado no caso de corrupção na FIFA em troca de uma fiança de 290.000 dólares, embora permaneça preso até o pagamento ser feito.
Hawit, de 64 anos, foi extraditado em 13 de janeiro da Suíça, onde foi detido em 3 de dezembro, e se declarou inocente de 12 acusações feitas contra ele nos tribunais do Brooklyn (sudeste).
Nesta quinta-feira, o juiz federal Robert Levy aceitou o pacote proposto pelo advogado de defesa Justin Weddle e y consistente em 50.000 dólares em dinheiro e 240.000 de uma propriedade de um parente de Hawit para colocá-lo sob prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
"Isto é próximo dos 300.000 dólares, 50.000 em dinheiro e a propriedade de 240.000.
A justiça exigia pelo menos 500 mil dólares em dinheiro e títulos de propriedades nos Estados Unidos, à margem de garantias de US$ 4 milhões.
Hawit, que se apresentou vestindo camisa e calças verdes claras de presidiário e acompanhou a audiência sentado ao lado de seu intérprete, sofre de graves problemas de saúde, tem pancreatite e diabetes e precisa de uma dieta especial que não seguiu durante o tempo em que esteve preso na Suíça, afirmou seu advogado.
O ex-vice-presidente da FIFA, que entregou seus passaportes, ficará recluso na casa de sua filha na Flórida (sudeste dos EUA).
A promotoria o acusa de associação para o crime, fraude e lavagem de dinheiro, por exemplo por ter recebido suborno de parte de sociedades de marketing esportivo em troca dos direitos de comercialização e difusão de torneios organizados na América Latina.
No total, as causas nos Estados Unidos pelo escândalo de corrupção na FIFA, que explodiu em maio passado e teve uma segunda onda de acusações em dezembro, incluem 39 pessoas, a maioria altos dirigentes do futebol no continente americano e duas importantes empresas de marketing esportivo.
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