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Estado de Minas

Relatório indica que 'corrupção é parte integrante' da IAAF


postado em 14/01/2016 12:52

"A corrupção é parte integrante" da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), cujos dirigentes "não podem ignorar a amplitude do doping", estima a comissão de investigação da Agência Mundial Antidoping (Wada) em um relatório consultado nesta quinta-feira pela AFP.

Na segunda parte do presente relatório, divulgado em coletiva de imprensa em Munique e que contou com a participação de Sebastian Coe, presidente da IAAF, a comissão de investigação considera que a corrupção "não pode ser atribuída somente a algumas maçãs podres que atuam de forma isolada" e estima que a IAAF não "foi firme com uma série de países, incluindo a Rússia".

A IAAF foi presidida até agosto pelo senegalês Lamine Diack, que foi sucedido pelo britânico Sebastian Coe, anteriormente vice-presidente.

O relatório aponta também para o papel desempenhado por Lamine Diack e seus filhos, Papa Massata e Khalil: "O Conselho da IAAF não podia não estar ciente do nível de nepotismo dentro da IAAF", criticou.

"Quando o presidente da IAAF (Lamine Diack, indiciado pela justiça francesa), seu conselheiro pessoal (Habib Cissé, também indiciado), dois de seus filhos em cargos de confiança (Papa Massata e Khalil Diack, ambos empregados pela IAAF), o diretor do departamento médico e antidoping (Gabriel Dollé, também indiciado) e o secretário-geral adjunto estão todos envolvidos em atividades suspeitas ou criminosas, é a reputação da IAAF como um todo que está em posição duvidosa e é esta reputação que precisa ser restaurada", acusa o relatório.

Trata-se da segunda parte do relatório da Comissão de investigação independente da Wada sobre doping e corrupção no atletismo.

A primeira parte, publicada em novembro, desvendou um sistema organizado de doping na Rússia.

A Wada declarou que a Rusada (Agência Russa antidoping) e o laboratório antidoping de Moscou não respeitavam o código mundial antidoping.

Após a divulgação das irregularidades, a IAAF suspendeu a Rússia de toda competição de atletismo, abrindo as portas para a possibilidade dos atletas russos serem proibidos de participar dos próximos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.


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