Leia Mais
Poluição provoca o fechamento das escolas em TeerãNa China, Pequim emite segundo alerta de poluição do ar neste mêsChina quer prever poluição com supercomputadores gigantesChina mostra otimismo em alcançar acordo sobre clima na COP21Presidência francesa da COP21 submete projeto de acordo final aos 195 países participantesPoluição provoca alerta vermelho em pelo menos 10 cidades chinesasNas avenidas do centro da cidade, geralmente bloqueadas pelos habituais engarrafamentos, o tráfego era bom na manhã de sábado. "Como eu gosto do tráfego alternativo! É possível finalmente dirigir sem problemas na segunda avenida", ironizou um internauta na rede de microblogs Weibo. "Esta cidade ainda é habitável?", questionou outro.
"Se o rodízio é eficaz para controlar a poluição, por quê não implementar de modo permanentemente?", pergunta um internauta. O sistema alternativo, com base no último número da placa - par ou ímpar - impede que metade dos 4,4 milhões de veículos particulares saiam às ruas da capital da China.
No Weibo e no serviço de mensagens WeChat, muitos usuários destacaram o desejo de permanecer em casa todo o fim de semana. Algumas pessoas idosas, no entanto, desafiaram a poluição para executar os tradicionais exercícios em parques e praças da cidade.
A névoa poluente reduzia consideravelmente a visibilidade e escondia parte dos edifícios próximos, sem que a concentração de micropartículas tóxicas tenha alcançado os preocupantes picos registrados nas últimas semanas. A densidade de partículas finas (PM 2,5), muito perigosas para a saúde e que provocam mortes prematuras, superava neste sábado a marca de 200 microgramas por metro cúbico, segundo os níveis de referência medidos pela embaixada dos Estados Unidos.
No meio da tarde, a densidade caiu para 140, mas a névoa - com cheiro intenso - ainda dificultava a visibilidade na capital, apesar da menor presença de carros nas ruas. Os níveis registrados continuam muito acima do teto de microgramas por m3 durante um período de exposição de 24 horas recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
As autoridades anunciaram o primeiro alerta vermelho em 7 de dezembro, assim como uma série de medidas preventivas, poucos dias depois de uma série de críticas pela inércia ante um episódio de poluição similar no início do mês e níveis superiores a 600 microgramas por metro cúbico.
A situação dos últimos meses levou muitos moradores de Pequim aos hospitais e a comprar milhares de máscaras protetoras, onipresentes nas ruas.
A nuvem de poluição recorrente no norte da China afeta quase 300 milhões de pessoas. Boa parte da culpa é atribuída às dezenas de centrais de carvão, que funcionam em potência máxima no inverno para alimentar os sistemas de calefação e as fábricas..