Os países da UE decididos a criar um imposto sobre as transações financeiras anunciaram uma nova base de acordo sobre essa controversa taxação, mas adiaram sua conclusão para meados de 2016.
As discussões terminaram na segunda-feira à noite sem acordo para a implementar o imposto, mas com as "características principais" elaboradas e apresentadas nesta terça-feira aos 28 ministros das Finanças da UE reunidos em Bruxelas.
Só onze países do bloco -Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, França, Grécia, Itália e Portugal- discutem no nível ministerial e técnico para criar esse imposto.
"É um passo importante, mas não é o fim da história", disse o comissário europeu de Assuntos Financeiros, Pierre Moscovici, em um debate público com ministros.
"Há meses, anos que tentamos avançar para definir as características essenciais desse imposto", disse o ministro francês, Michel Sapin, assegurando que "foi aberta uma etapa essencial".
O projeto de imposto às transações financeiras, uma 'taxa Tobin do século XXI', foi inicialmente proposto pela Comissão Europeia em 2011 para remediar as falhas dos mercados financeiros, que mergulharam o mundo na crise em 2008.
Entretanto, a proposta não prosperou no bloco, motivo pelo qual um grupo de países decidiu no início de 2013 avançar sobre o tema em um formato reduzido.
As "características principais" encontradas entre os ministros "abre o caminho a um acordo, mas isso não quer dizer que solucionamos o tema da implementação", afirmou o ministro austríaco, Hans-Jorg Schelling, cujo país lidera as discussões.
"O objetivo é esclarecer, durante o primeiro semestre de 2016, todas as perguntas feiras e depois cada país decidirá se quer continuar ou não", acrescentou.
Este "novo passo" voltou a suscitar a oposição do Reino Unido.
Se tiver impacto em outros países, incluído o Reino Unido, iremos à Corte Europeia de Justiça", ameaçou o ministro britânico Georges Osborne.
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