Quase 20 milhões de venezuelanos devem comparecer às urnas, neste domingo (6), na Venezuela, para eleger 167 deputados que formarão a nova Assembleia Nacional, pelos próximos cinco anos. O mandato começa no dia 5 de janeiro do ano que vem. Para as eleições serão habilitados 14,5 mil centros de votação e 40,6 mil mesas eleitorais em todo o território.
As eleições tendem a ser acirradas. De um lado, está o Grande Polo Patriótico (GPP), encabeçado pelo presidente Nicolás Maduro, e do outro, a oposição, a Mesa da Unidade Democrática. Maduro pede que o sistema socialista impulsionado por Hugo Chávez seja defendido nas eleições, enquanto a MUD convoca os eleitores a proporcionar uma mudança política na Venezuela.
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A Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) vai atuar para garantir que as eleições parlamentares na Venezuela transcorram com um clima cívico e democrático, segundo o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino. Haverá um reforço de 25 mil homens, somados aos 163 mil já encarregados da segurança.
A intenção é que episódios de violência e de não reconhecimento de processos eleitorais, como os que ocorreram no passado, não se repitam no país.
O Conselho Nacional Eleitoral venezuelano determinou que nenhuma entidade pode divulgar projeções sobre as eleições deste domingo, pois o processo entra em etapa de reflexão prévia. A medida se estende a meios de comunicação, organizações políticas e particulares. O resultado oficial será divulgado pelo próprio Conselho.
Autoridades venezuelanas e também integrantes da missão de acompanhamento da Unasul fazem um apelo à população para que votem de maneira pacífica e que respeitem os princípios democráticos. Também pedem aos partidos que concorrem no sulfrágio que aceitem os resultados que serão divulgados na noite de amanhã.
No Brasil
A Venezuela foi tema de encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, sexta-feira (4), em Brasília. Macri disse que ambos estão preocupados com as eleições legislativas na Venezuela e com a defesa da democracia e dos direitos humanos.
Eleito no último dia 22 após derrotar o candidato da presidente Cristina Kirchner, Macri anunciou que irá pedir a aplicação da chamada “cláusula democrática” do Mercosul para pedir a exclusão da Venezuela do bloco. Dilma já se manifestou contrária à proposta e disse que a aplicação da cláusula precisa de fatos, não pode ser usada baseada em hipóteses.
“Não sinto que tenhamos posições tão distintas. Ambos países, ambos dirigentes, ambas equipes de governo têm um compromisso irrefutável com a democracia, com a defesa dos direitos humanos e da liberdade.
*Com informações da Prensa Latina e da Ansur.