Jornal Estado de Minas

EUA anunciam indiciamento de Del Nero e Teixeira

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o indiciamento de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, e de Ricardo Teixeira, ex-presidente da entidade, acusados de envolvimento no megaescândalo de corrupção que abala o futebol mundial.

No total, 16 pessoas foram indiciadas, informou a procuradora-geral Loretta Lynch, em entrevista coletiva.

"Cada um desses 16 novos suspeitos é indiciado por extorsão organizada e por outras infrações ligadas a abusos cometidos no exercício de suas funções, durante um longo período", explicou Lynch.

A procuradora-geral também anunciou que oito acusados "se declararam culpados" e aceitaram colaborar com a Justiça, na esperança de conseguir uma redução de pena.

Também fazem parte dos indiciados o paraguaio Juan Ángel Napout, presidente da Conmebol, e o hondurenho Alfredo Hawit, presidente da Concacaf, detidos em Zurique na manhã desta quinta-feira, a pedido da Justiça americana.

Os dois cartolas foram presos no mesmo hotel de luxo onde aconteceu a primeira grande onda de detenções, em 27 de maio. Na ocasião, sete cartolas acabaram atrás das grades, entre eles o brasileiro José Maria Marin, antecessor de Del Nero na presidência da CBF. Marin cumpre hoje prisão domiciliar em Nova York.

Desde a prisão de Marin, o presidente atual da CBF não viaja mais para fora do Brasil. Ele estava em Zurique quando o antecessor foi detido, para participar do congresso da última eleição presidencial da Fifa. Deixou a Suíça logo no dia seguinte, sem participar da votação.

Na semana passada, Del Nero renunciou ao cargo no comitê executivo e foi substituído por Fernando Sarney, vice-presidente da CBF e filho do ex-presidente da República José Sarney, que participa desde quarta-feira da reunião do órgão, também em Zurique.

Foi por conta desta reunião que Napout e Hawit estavam na cidade suíça, onde acabaram detidos.

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