O município de Madri, liderado por uma coalizão surgida do movimento 'indignado', tomou nesta sexta-feira pela primeira vez medidas para limitar o tráfego de automóveis para combater os altos níveis de poluição, causando críticas da direita.
As medidas, anunciadas na quinta-feira, foram aplicadas a partir da sexta-feira pela manhã e incluíam a proibição de estacionamento no centro da cidade, exceto aos residentes. Na quarta-feira, a taxa havia sido limitada a 70 km/h, nos acessos à cidade e nas vias expressas.
É a primeira vez que a capital espanhola, governada pela ex-juíza Manuela Carmena da Plataforma Cívica Agora Madrid, aplica essas medidas de limitação.
Madri, com 3,1 milhões de habitantes, registra há vários dias um nível bastante elevado de dióxido de nitrogênio (NO2): vários captores indicaram uma concentração superior a 200 microgramas por metro cúbico de ar.
O anúncio tardio de medidas restritivas levantou críticas, especialmente entre as alas de direita, que dirigiu a cidade por 24 anos.
"A situação muda de hora em hora", justificou em coletiva de imprensa Inés Sabanés, responsável de meio ambiente da prefeitura.
"É uma primeira experiência. Todos aprendemos a manejar melhor os dados", agregou.
As praças de estacionamento do centro da cidade, habitualmente saturadas, apresentavam nesta sexta "um nível de ocupação de 20%", comemorou Sabanés.
Os transportes públicos, por outro lado, não registraram mais usuários do que o habitual.
"Não houve nenhum aumento do número de passageiros", declarou à AFP um porta-voz do metrô de Madri.
Madri é a sexta cidade mais contaminada da Europa, segundo uma classificação de 2014 da associação francesa Respire, e foi intimada pela Comissão Europeia a reduzir sua poluição atmosférica.
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