Se o candidato governista Daniel Scioli vencer o segundo turno da eleição presidencial de 22 de novembro na Argentina, ele negociará com fundos especulativos para pôr fim ao litígio da dívida em Nova York, afirmou nesta quarta-feira um de seus principais assessores.
"A ideia é negociar de boa fé. Claro que para isso é como o tango: para dançar precisa de dois. Eles (os fundos) também precisam querer", disse o cientista político Gustavo Marangoni em coletiva com a imprensa estrangeira em Buenos Aires.
Marangoni disse que "tem que resolver o problema com os 'holdouts', ou seja com os 7% (dos credores que não aderiram à reestruturação da dívida). Um acerto nos dará acesso ao crédito e criará um círculo virtuoso com investimentos que o país precisa".
Em outra coletiva com a imprensa estrangeira na terça-feira, seu rival Mauricio Macri, que lidera as pesquisas de intenção de voto, disse que, se eleito, resolverá o "foco de conflito" com os chamados fundos 'abutres'.
"Tentando defender os interesses dos argentinos (...), para voltar a nos vincular ao mundo, temos que fechar todos os focos de conflito que a tivermos", disse Macri na terça-feira.
