Jornal Estado de Minas

Grupo de mulheres influentes pede lei rígida sobre armas nos EUA

Dezenas de americanas com cargos em diferentes esferas na política, na economia, ou em associações, lançaram nesta quarta-feira em Washington um movimento para pedir leis mais severas sobre o controle de armas.

O tema está bastante presente na campanha presidencial.

A chamada "Coalizão de Mulheres pelo Senso Comum" inclui a ex-secretária de Estado Madeleine Albright e a ex-congressista Gabrielle Giffords, gravemente ferida em janeiro de 2011 em um tiroteio em Tucson, no Arizona.

Gabrielle Giffords ficou com graves sequelas. Com o corpo parcialmente paralisado, ela subiu ao palco instalado em um grande hotel da capital federal.

"Nosso país tem um problema. Muitas mulheres sucumbem à violência das armas. As armas e os conflitos domésticos formam um coquetel explosivo", disse a sobrevivente.

Para a ex-congressista, as mulheres podem "abrir o caminho" para essa batalha legislativa cheia de obstáculos para reformar a regulação das armas de fogo.

Após o primeiro debate das primárias democratas, realizado ontem, em Las Vegas, essas mulheres comemoraram que a questão da proliferação de armas ocupe um lugar mais relevante, em contraste com o que aconteceu em 2004, ou 2008.

Uma longa discussão sobre o tema levou a pré-candidata Hillary Clinton a ganhar vários pontos, enquanto seu principal oponente, Bernie Sanders, ficou em uma posição menos confortável por seu passado de apoio aos lobbies a favor das armas.

"Alguma vez vimos uma mulher atirar em uma escola, ou no cinema? Alguma vez vimos uma mulher matar com uma arma o companheiro e os filhos? (...) Alguma vez vimos uma policial disparar em um suspeito desarmado?" - questionou Janee Harteau, primeira mulher a comandar a Polícia de Minneapolis (Minnesota, norte dos EUA).

Melanie Campbell, uma conhecida ativista pelos direitos civis dos afro-americanos, convocou as mulheres a usarem seu direito ao voto para pressionar os candidatos das próximas eleições de modo que o tema das armas se torne prioridade.

Uma mulher tem 11 vezes mais probabilidade de ser assassinada com uma arma de fogo nos Estados Unidos do que em qualquer outro país desenvolvido.

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