O Brasil está de "braços abertos para receber" os refugiados sírios, apesar das dificuldades econômicas que o país enfrenta, disse neste sábado, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff. Em declarações à imprensa à margem da cúpula de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, em Nova York, a presidente sustentou que os problemas atuais não significam que no Brasil "não caibam sempre mais pessoas".
Dilma chamou o Brasil de um "país de refugiados" e lembrou a história do seu pai, um militante comunista proveniente da Bulgária, e a de milhares de sírios que vivem ali. O Brasil é o país da América Latina que mais recebeu sírios - 2.097 - desde o início da guerra civil naquele país, em 2011.
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Ban Ki-moon pede que Hungria respeite Direitos Humanos dos refugiadosNa ONU, Jordânia diz que está sobrecarregada de refugiados síriosVoluntários que ajudavam refugiados são atacados na AlemanhaOperações de resgate no Mar Mediterrâneo salvam 500 imigrantesA prolongação da guerra civil na Síria e as difíceis condições nos campos de refugiados na Turquia e em outros países vizinhos empurraram centenas de milhares de sírios, sobretudo para a Europa, que ainda discute como deve agir diante do fluxo de solicitantes de asilo.
O Brasil abriga atualmente 8.500 refugiados de vários países e entre eles os sírios são, desde o ano passado, a comunidade mais numerosa.
Aqueles que chegam, encontram um país em um período econômico turbulento, em recessão desde o segundo trimestre de 2015, com inflação alta (9,5% em agosto) e dólar supervalorizado perante o real, que caiu ao seu mínimo histórico de mais de quatro unidades por uma da moeda americana.
A guerra na Síria obrigou mais de 3,8 milhões de pessoas a emigrar, enquanto 7,6 milhões tiveram que buscar refúgio em outro local dentro do território sírio, segundo dados do Alto comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
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