Jornal Estado de Minas

Brasil, Alemanha, Índia e Japão pressionam por maior papel na ONU

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se neste sábado com os líderes de Índia, Alemanha e Japão para pleitear assentos permanentes numa possível reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em reunião paralela à cúpula sobre desenvolvimento sustentável na sede da ONU em Nova York, os quatro países - reunidos no chamado G4 - de declararam "candidatos legítimos" a serem membros permanentes do Conselho Permanente e apoiaram mutuamente suas candidaturas.

"Um Conselho Permanente mais representativo, legítimo e efetivo é necessário mais do que nunca para abordar os conflitos e as crises globais que proliferaram recentemente", afirmaram os quatro chefes de estado em comunicado.

Dilma se reuniu com a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que concordaram que uma nova negociação sobre as mudanças no Conselho de Segurança terá resultados.

A divisão no seio do poderoso corpo da ONU sobre como resolver a guerra na Síria - que entra em seu quarto ano, com mais de 240.000 mortos - aumentou a pressão por reformas.

Mas os líderes do G4 ressaltaram que "não houve grandes progressos" desde que os chefes de estado e governo concordaram em iniciar reformas durante uma cúpula mundial em 2005, e pediram avanços com planos concretos.

"Os líderes do G-4 expressaram sua visão comum de que mais Estados-membros têm capacidade e disposição para assumir maiores responsabilidades em relação à manutenção da paz e da segurança internacionais", diz a nota enviada pelo gabinete da presidente Dilma.

A Assembleia Geral da ONU chegou a um acordo no início deste mês sobre um projeto de negociação sobre reformas no Conselho Permanente, mas China, Estados Unidos e Rússia se abstiveram de assinar a iniciativa.

Os três países, junto a França e Grã-Bretanha, são os cinco membros permanentes do Conselho, com poder de veto, enquanto os outros 10 assentos são rotatórios entre os estados-membro da ONU.

Esta é a primeira vez que os líderes do grupo se reúnem desde setembro de 2004, segundo nota enviada pela presidência da república.

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