Os líderes mundiais reunidos na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta sexta-feira adotaram um ambicioso plano de desenvolvimento sustentável que prevê acabar com a pobreza e melhorar a qualidade de vida nos próximos 15 anos.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assinalou que as 17 metas e 169 objetivos que devem ser alcançados até 2030 representam uma "visão d mundo universal, integrada e transformadora".
"O verdadeiro teste de compromisso com a agenda será a implementação 2030", ressaltou Ban. "Precisamos da ação de todos, em todos os lugares".
O programa visa erradicar a pobreza, promover a educação, garantir uma vida mais saudável e combater a mudança climática, a um custo de entre 3,5 e 5 bilhões por ano até 2030.
O novo programa substitui os Objetivos do Milênio, que expiram este ano, mas seus objetivos são muito mais ambiciosos.
Ao contrário dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, as novas metas globais incluem tanto países em desenvolvimento como países industrializados, e nas negociações participam governos e organizações da sociedade civil, e não apenas especialistas da ONU.
O documento foi ratificado na abertura de uma cúpula do desenvolvimento, que deverá reunir mais de 150 chefes de Estado até domingo na sede da organização internacional, um prelúdio da Assembleia Geral.
Mais cedo, nesta sexta-feira, o papa Francisco deu o tom em um discurso com forte ênfase na questão econômica e social, com insistentes pedidos para se evitar a exclusão.
O Papa, que recentemente publicou a encíclica "Laudato Sim" sobre o meio ambiente, também pediu um acordo "eficaz" sobre as mudanças climáticas.
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