O prefeito de Miami, Tomás Regalado, e uma organização do exílio cubano na cidade criticaram, nesta quinta-feira, o papa Francisco. Segundo eles, o pontífice se reúne nos Estados Unidos com pessoas marginalizadas, mas em Cuba não recebeu dissidentes.
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Papa pede ao Congresso dos EUA vigilância contra fundamentalismosSophia, a menina mexicana que pediu ao Papa uma reforma migratóriaObama e papa Francisco demonstram sintonia sobre clima e imigração"É um contraste muito lamentável ver como o Papa em uma democracia como os Estados Unidos se reúne com os marginalizados. No entanto, em uma ditadura ignora os marginalizados, ignora os perseguidos (...) e escolhe confraternizar apenas com o regime ditatorial", disse Orlando Gutiérrez Boronat, do Diretório Democrático Cubano.
"O papa Francisco está totalmente errado em sua política com Cuba", disse o diretor da organização do exílio, que, assim como o prefeito de Miami, foi crítico da aproximação entre Estados Unidos e Cuba, um processo que o pontífice argentino ajudou a materializar com uma mediação discreta.
Depois de uma visita a Cuba, Francisco se encontra nos Estados Unidos, onde além de ter se encontrado com o presidente Barack Obama e feito um discurso no Congresso, planeja várias atividades religiosas e encontros com os mais desfavorecidos da sociedade, incluindo imigrantes, sem-teto ou presos.
Na ilha de regime comunista não se reuniu com opositores..