O pré-candidato republicano Ben Carson declarou neste domingo que nenhum muçulmano deveria ser presidente dos Estados Unidos, gerando uma nova polêmica antes das primárias para eleger os candidatos dos partidos para a eleição presidencial de 2016.
Em uma entrevista ao programa da rede NBC "Meet the Press", Carson, um cirurgião aposentado que frequentemente faz referências a sua fé cristã, foi interrogado sobre se as convicções religiosas de um presidente têm alguma importância.
"Suponho que depende da crença. Se não for consistente com os valores e princípios dos Estados Unidos, então é claro que deve importar. Mas se ela se encaixar no que os Estados Unidos são e for consistente com a constituição, não há problema", disse.
Quando foi perguntado se acreditava que o Islã era consistente com a constituição americana, respondeu: "Não, acho que não. Acho que não".
"Não iria propor colocar um muçulmano à frente deste país. Não estaria de acordo com isso", acrescentou.
O tema esteve em evidência nos últimos dias depois que outro pré-candidato republicano, Donald Trump, pareceu incentivar um simpatizante que, em um comício na quinta-feira passada em New Hampshire (nordeste), fez uma afirmação incorreta sobre a religião do presidente Barack Obama.
"Temos um problema neste país, e são os muçulmanos. Sabemos que nosso atual presidente é um deles, vocês sabem que não é americano", afirmou o simpatizante não identificado.
Trump riu sem graça e apenas disse: "Temos necessidade desta pergunta? Esta é a primeira pergunta".
Trump disse posteriormente que não era moralmente obrigado a defender Obama contra os julgamentos infundados do homem que questionou o presidente.
Carson, que está na terceira posição nas pesquisas de intenção de voto entre os republicanos, afirmou, por sua vez, acreditar que Obama nasceu nos Estados Unidos e que é cristão.
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