A General Electric (GE), fabricante norte-americana da turbina do avião da British Airways que pegou fogo na terça-feira em Las Vegas, garantiu nesta quarta a segurança dos voos que abastece porque não detectou "nenhum problema estrutural".
A turbina esquerda do Boeing 777 pegou fogo quando a aeronave ia decolar, forçando a tripulação a abortar a manobra.
Os passageiros do avião, que faria o trajeto entre Las Vegas (Nevada, oeste dos Estados Unidos) e Londres-Gatwick, foram evacuados na mesma pista de decolagem com os tobogãs de emergência, em meio a uma grande nuvem de fumaça escura.
A GE afirmou em comunicado enviado à AFP que o histórico de suas turbinas GE90 não indica "nenhum problema estrutural que possa colocar em perigo a segurança dos aviões que usam este tipo de propulsor".
"A GE90 está entre as turbinas mais confiáveis do mundo, usada por mais de 900 Boeing 777 e com mais de 50 milhões de horas de voo (acumuladas)", informou a empresa.
A British Airways disse em sua página oficial que se encarregou dos "157 passageiros envolvidos no acidente", alojando-os em hotéis até que sejam recolocados em voos para Londres.
A empresa britânica também informou que todos os oito feridos hospitalizados já receberam alta.
O especialista em aviação Julian Bray explicou à AFP que a evacuação "seguiu os manuais ao pé da letra", mas que foi realizada "sob condições muito difíceis porque a fumaça era muito espessa, escura e forte".
A imprensa britânica identificou o piloto como Chris Henkey, que acumula quatro décadas de experiência. Sua esposa, Marnie, disse ao jornal The Guardian que seu marido passava bem e estava feliz.
Alguns passageiros usaram as redes sociais para dividir a experiência, entre eles o jornalista esportivo do The Guardian Jacob Steinberg, que narrou cenas de "muito pânico" quando as portas traseiras da aeronave se abriram e a fumaça entrou na cabine.
"Alguns passageiros sofreram cortes e hematomas após deslizarem pelos tobogãs", afirmou.
