"A maior parte dos mortos eram funcionários que faziam a segurança do local", afirmou Mohamed Jama, que prevê que este número deve aumentar nas próximas horas. Um jornalista do canal Universal TV figura entre os mortos, segundo a União Nacional de Jornalistas Somalis.
Leia Mais
Ataque aéreo mata 30 islamitas shebab na SomáliaDoze jihadistas mortos em atentados na sexta-feira contra dois hotéis na SomáliaAtaque shebab contra base da União Africana deixa dezenas de mortos na SomáliaAtaque suicida contra veículo diplomático deixa 6 mortos na SomáliaO atentado ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, está na vizinha Etiópia, e deve tratar sobre a segurança da região.
A explosão atingiu o Hotel Jazeera, frequentado por membros do governo somali e expatriados, e que normalmente abriga missões diplomáticas e funcionários estrangeiros. No momento do ataque estavam no hotel diplomatas chineses, catarianos e cidadãos dos Emirados Árabes, mas segundo várias fontes ninguém saiu ferido.
A Missão da União Africana na Somália (Amisom), mobilizada no país para lutar contra os jihadistas shebabs, ajudou a fazer o resgate das vítimas. "O ataque hediondo contra o hotel Jazeera, um lugar que simboliza a determinação dos somalis em reconstruir seu país (...) é um exemplo das más intenções dos shebabs que não querem a paz no país", afirmou a Amisom um comunicado.
O atentado ocorreu quando Obama ia embora do Quênia, na fronteira com a Somália, onde parabenizou a Amisom pelo trabalho realizado no país. O presidente norte-americano admitiu que os shebab continuam sendo uma ameaça, mas garantiu que estavam "perdendo força". Os Estados Unidos realizam ataques periódicos com aviões tripulados contra os shebab neste país do Chifre da África.
Fachada devastada
Abdihakim Ainte, analista político que mora no hotel, confirmou que houve "uma enorme explosão" que fez com que as janelas de seu quarto explodissem e que o hotel "está devastado". Fotos postadas em redes sociais mostraram a frente do hotel completamente demolida pela explosão.
Mohamed Moalim, que estava dentro do edifício na hora da explosão, afirmou ter visto "um caminhão carregado de explosivos". O hotel Jazeera está perto da área altamente protegida do aeroporto internacional, que abriga a ONU, embaixadas ocidentais e a sede da Amisom.
O edifício já havia sido alvo de ataques dos shebab. Em 2012, ocorreu um ataque suicida quando o presidente do país estava dentro do local.
Os shebab, afiliados a Al Qaeda, travam desde 2007 um levante armado que o governo combate com a ajuda dos países ocidentais e a proteção de 22 mil soldados da Missão da União Africana na Somália. Na semana passada, a Amisom lançou uma nova ofensiva para expulsar os shebab das zonas rurais que ainda controlam no sul..