Rebeldes de movimentos do norte do Mali, sobretudo tuaregues, assinaram neste sábado um acordo de paz com o governo de Bamaco, constatou a AFP.
O documento foi assinado por Sidi Brahim Ould Sidati, dirigente da Coordenadoria de Movimentos do Azawad (CMA, insurgência), perante o presidente malinês, Ibrahim Boubacar Keita, e o chefe da missão da ONU no Mali (Minusma), Mongi Hamdi.
O acordo pretende devolver a estabilidade ao norte do país, berço de várias revoltas tuaregues desde os anos 1960, e reduto de jihadistas ligados à rede Al Qaeda, que se reagruparam desde que foram expulsos pelas tropas francesas em 2013.
A comunidade internacional havia intensificado a pressão sobre a CMA para fazê-la voltar à mesa de negociações como forma de isolar os jihadistas, que desde 2012 transformaram o norte do país em sua base operacional no Sahel.
O Azawad, um território árido, com superfície equivalente às da França e da Bélgica juntas, fica ao norte do rio Níger e abrange as regiões administrativas de Kidal, Tombuctu e Gao.
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