Uma das vice-presidentes iranianas criticou fortemente os grupos hostis à presença das mulheres nos estádios um dia após um jogo simbólico de vôlei, em que o Irã venceu os Estados Unidos por 3 sets a 0.
As declarações de Sahahindokht Molaverdi, encarregada dos Assuntos da Família e das Mulheres, podem reavivar a disputa entre os ultra-conservadores e o governo do presidente moderado Hassan Rohani sobre sua política de abertura no nível social e político.
O vôlei tornou-se um esporte popular no Irã graças ao sucesso da seleção nacional nos últimos anos.
Mas os serviços de segurança do ministério do Esporte desautorizaram a vice-presidente imediatamente, quando a polícia impediu na sexta-feira à noite que as mulheres assistissem o jogo no Estádio Azadi, com 12.000 lugares, nos arredores de Teerã.
"Respeitamos o ponto de vista dos religiosos (...) e a preocupação de parte da sociedade, mas também estamos tentando responder às expectativas legítimas da outra parte da mesma sociedade", escreveu Molaverdi em sua página no Facebook.
Antes e depois da partida as mulheres protestaram no Twitter e outras redes sociais utilizando a hashtag #LetWomenGoToStadium ("Deixem as mulheres ir ao estádio").
Ao contrário do que ocorre no futebol, as mulheres podiam assistir às partidas de vôlei e de basquete. "O que terá mudado fundamentalmente nos dois últimos anos para mudar a lei?", questionou Molaverdi.
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