Os 10 funcionários do consulado tunisiano de Trípoli sequestrados em 12 de junho por uma milícia armada líbia foram liberados, anunciou o ministro das Relações Exteriores da Tunísia, Taieb Baccouche.
Todos chegaram nesta sexta-feira a Túnis, segundo Baccouche.
De acordo com as autoridades, os autores do sequestro estão vinculados a Fajr Libya, uma coalizão de milícias que controla Trípoli e exigia a libertação de um de seus líderes, Walid Glib, preso em Túnis.
Glib deve ser extraditado em breve para a Líbia, depois que a justiça da Tunísia emitiu uma ordem de expulsão.
Baccouche negou, no entanto, que o fim do sequestro tenha sido obtido com um acordo entre Túnis e a milícia líbia.
Glib foi detido em maio em Túnis e a justiça suspeita de seu envolvimento com atos terroristas. O tribunal de apelação que ordenou a expulsão não descarta uma nova convocação para um possível julgamento.
Em maio, os simpatizantes de Glib sequestraram 254 tunisianos para negociar a libertação de seu líder. Todos os reféns foram libertados sãos e salvos em 10 dias.
Desde a queda do regime de Muamar Khadafi em 2011, várias milícias armadas se enfrentam no país e dois governos disputam o controle do Estado: um, reconhecido pela comunidade internacional, está instalado no leste do país, e o outro, controlado pela Fajr Libya, tem sede em Trípoli.
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