Em uma reunião na noite de quarta-feira, ela ofereceu a Randazzo ser o único postulante do partido ao governo da Província de Buenos Aires, mas ele recusou por e-mail. O ministro era o preferido da ala mais dura do kirchnerismo e tinha como maior promotor de sua candidatura justamente Zannini. Scioli é considerado um moderado dentro do peronismo, do qual o kirchnerismo é uma corrente radical. Embora apareça como o nome com mais chances de vencer a eleição, os militantes mais ligados à defesa de minorias, direitos humanos e subsídios sociais o veem com desconfiança por tradicionalmente evitar conflitos.
O anúncio da desistência de Randazzo foi feito na manhã desta quinta-feira pelo chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernández, que concorrerá ao governo da Província de Buenos Aires, na qual a capital Buenos Aires é um enclave com administração independente, há oito anos a cargo do conservador Mauricio Macri. Ele é o principal rival de Scioli na disputa, depois da queda o ex-kirchnerista Sergio Massa nas pesquisas de intenção de voto.
Massa tentou uma aproximação de Macri nas últimas semanas, depois de perder o apoio de prefeitos e políticos que em sua maioria voltaram ao kirchnerismo depois de impor, em 2013, uma derrota a Cristina que a impediu de buscar uma nova reeleição com a mudança da Constituição. O candidato conservador rejeitou uma aliança, alegando que a presença de um ex-kirchnerista mancharia seu projeto.
Com a unificação, não haverá prévias da Frente para a Vitória (FpV) em 9 de agosto, data prevista para que todos os grupos políticos definam seus candidatos. As primárias argentinas funcionam como uma pesquisa de intenção de votos com uma alta participação.
Segundo a última pesquisa da consultoria M&F, Scioli aparecia com 33,3%, Macri com 32,2%, e Massa com 13,8%. Com a unificação da candidatura governista, os eleitores que pretendiam votar em Randazzo devem passar a apoiar abertamente Scioli, o que deve elevar o índice do governador de Buenos Aires. Para vencer no primeiro turno, dia 25 de outubro, é preciso atingir 45% dos votos válidos ou 40% deles, desde que tenha 10 pontos porcentuais sobre o segundo colocado..