Jornal Estado de Minas

A 'fortaleza europeia' custa caro aos contribuintes da UE

AFP

Os países da União Europeia (UE) gastaram 11,3 bilhões de euros desde o ano 2000 para repatriar imigrantes ilegais, e mais 1,6 bilhão para patrulhar a "fortaleza europeia", destaca um estudo realizado por um consórcio de jornalistas europeus publicado nesta quinta-feira.

Os Estados membros da UE destinaram cerca de 11,3 bilhões de euros, nos últimos 15 anos, para repatriar os imigrantes, ao custo individual de 4 mil euros, a metade envolvendo gastos com transporte.

Já os emigrantes gastaram, no total, 15,7 bilhões de euros para chegar à UE, destaca o estudo publicado em 16 países.

De acordo com o trabalho, mais de 600 mil pessoas pediram asilo na UE em 2014.

Entre janeiro e o final de maio de 2015, mais de 100 mil emigrantes cruzaram o Mediterrâneo, e 1.865 morreram tentando, segundo a Organização Internacional para Migrações.

Os contribuintes europeus pagaram para a proteção das fronteiras cerca de 1,6 bilhão de euros desde o ano 2000.

Os principais beneficiários são os grandes grupos industriais especializados, como Airbus, Finmeccanica e Thales, destaca a investigação.

As barreiras para impedir o acesso de imigrantes nos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, no norte da Africa, custam 10 milhões de euros por ano com manutenção, destaca o documento. A barreira na fronteira entre Grécia e Turquia consome outros 7 milhões ao ano dos contribuintes gregos.

A Comissão Europeia apoia financeiramente as ações de acolhida dos solicitantes de asilo e medidas para a proteção das fronteiras.

Para o período 2014-2020 estão orçados 3,1 bilhões de euros para o Fundo de Asilo, Migração e Integração, e 3,8 bi para o Fundo para a Segurança Interna.

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