Enquanto países ao redor do mundo tentam localizar seus cidadãos que estavam na região no momento do terremoto, voluntários humanitários seguem buscando sobreviventes e tentando ajudar os desabrigados. Líderes nepaleses e estrangeiros também trabalham para levar ajuda aos necessitados, mas a escala da devastação desafia qualquer governo, segundo a chefe humanitária da ONU, Valerie Amos.
Após realizar uma visita aérea nesta sexta-feira a algumas das aldeias isoladas do Himalaia, Valerie disse que os trabalhadores humanitários enfrentam "imensos desafios logísticos" tentando conseguir ajuda especialmente para as aldeias montanhosas onde os helicópteros não conseguem pousar e algumas estradas foram destruídas. "É claro que estamos preocupados que está levando muito tempo para chegar às pessoas que precisam desesperadamente de ajuda. Algumas dessas aldeias estão praticamente destruídas. Mas é muito, muito difícil ver como nós vamos chegar a eles", afirmou.
Ao analisar as localidades mais atingidas pelo terremoto, a Organização Mundial de Saúde informou que encontrou alguns hospitais danificados ou destruídos, mas a maioria está lidando bem sem pessoal extra ou o número necessário de leitos. No entanto, destacou que eles têm necessidade de medicamentos essenciais, equipamentos e materiais.
Por outro lado, o governo nepalês renovou seu apelo por doações de tendas e lonas para abrigos temporários, assim como grãos, sal e açúcar.
.