O chefe do governo italiano, Matteo Renzi, pediu neste domingo uma cúpula europeia urgente após o naufrágio de um barco que levava imigrantes no Mediterrâneo, que pode ter deixado cerca de 700 mortos.
"Estamos trabalhando para nos assegurarmos de que essa reunião aconteça no final da próxima semana.
A iniciativa italiana chega depois que várias ONGs opinaram que o naufrágio poderia ter sido evitado se a Itália tivesse mantido suas operações de resgate em suas costas meridionais.
A missão Mare Nostrum foi suspensa no final de 2014, depois que os parceiros europeus da Itália se negaram a ajudá-la a assumir o custo das operações de resgate.
O problema não é controlar o mar, assegurou Renzi, mas a necessidade de deter os traficantes de pessoas, estes novos "escravagistas".
A situação não será resolvida "com 10 barcos mais ou menos", completou, recordando que o naufrágio do barco ocorreu apesar das equipes de resgate estarem presentes no local do acidente.
O balanço oficial é de 24 mortos e 28 sobreviventes, mas pode piorar durante a tarde, já que várias pessoas que viajavam a bordo asseguraram ao Alto Comissariado para os Refugiados da ONU (Acnur) que havia cerca de 700 passageiros no barco quando este naufragou.
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