O Departamento de Estado americano recomendou que Cuba seja retirada da lista de países que supostamente financiam o terrorismo, afirmou nesta quinta-feira o senador Ben Cardin, membro do comitê de Relações Exteriores da Câmara alta.
"A recomendação do Departamento de Estado de remover Cuba da lista de Estados que patrocinam o terrorismo, resultado de meses de uma revisão técnica, é um importante avanço em nossos esforços para construir uma relação mais frutífera com Cuba", afirmou Cardin em nota oficial.
Sue Walitsky, porta-voz do senador Cardin, confirmou à AFP que o legislador tinha sido informado sobre esta decisão.
Mais cedo, durante visita de um dia à Jamaica, o presidente Barack Obama confirmou que o Departamento de Estado tinha concluído o processo de revisão sobre a manutenção de Cuba na lista, mas que o caso ainda seria analisado por sua equipe na Casa Branca antes de anunciar a recomendação.
Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado, Jeff Rathke, disse em coletiva de imprensa que "enquanto o processo seguir seu curso, não faremos comentários".
Ao anunciar, em 17 de dezembro passado, o início da aproximação com Cuba, depois de meio século de hostilidades, Obama tinha pedido ao Departamento de Estado que revisasse a presença de Cuba na lista, segundo a legislação vigente.
Cuba integra a lista, que inclui ainda Irã, Síria e Sudão, desde 1982.
Estados Unidos e Cuba já iniciaram uma agenda de conversações bilaterais, mas a parte cubana deixou claro que considerava prioritário que o país seja retirado da lista para que avancem as negociações sobre o restabelecimento das relações diplomáticas e a reabertura de embaixadas.
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