Jornal Estado de Minas

Cepal rebaixa de 2,2% para 1% projeção de crescimento para América Latina em 2015

AFP

A Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) voltou atrás em suas estimativas de uma pequena recuperação econômica regional para este ano ao rebaixar de 2,2% para 1% sua projeção de crescimento anual.

"A Cepal revisou em baixa a projeção de crescimento econômico da região para 2015, estimando em 1% o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) regional", disse nesta terça-feira o organismo das Nações Unidas em um comunicado de imprensa.

Em dezembro, a Cepal previu que as economias regionais cresceriam 2,2% em 2015, após registrar em 2014 um crescimento fraco de 1,1%, o menor em cinco anos, por uma queda dos investimentos e baixo desempenho das principais economias regionais.

"Essa revisão reflete um ambiente global caracterizado por uma dinâmica econômica menor do que a esperada no final de 2014", explica o organismo com sede em Santiago.

"Com exceção dos Estados Unidos, as projeções de crescimento foram revisadas em baixa nos países industrializados, e as economias emergentes continuam desacelerando", acrescenta.

"Ao menor crescimento da economia mundial soma-se uma maior volatilidade financeira internacional, produto de uma política monetária muito expansiva na Europa e no Japão, ao mesmo tempo em que se antecipa uma elevação das taxas de juros nos Estados Unidos", continua.

"A isso se acrescenta o fim do chamado super ciclo do preço dos bens primários, que afeta negativamente vários países da região", prossegue.

Segundo a Cepal, a sub-região mais afetada seria a América do Sul, com projeção de crescimento próximo de zero, em decorrência, sobretudo, à queda do preço das commodities, motor de várias economias.

Na América Central e no México, a expansão deve alcançar 3,2%, com a recuperação da economia americana e a queda do preço do petróleo.

No Caribe o PIB pode chegar a 1,9%.

Os países que devem liderar o crescimento regional durante 2015 são Panamá, com alta no PIB de 6%, Antígua e Barbuda, com 5,4%, e Bolívia, Nicarágua e República Dominicana, com 5%.

Já o Brasil, maior economia da região, deve sofrer uma contração de 0,9%. A Argentina deve manter o seu PIB atual (0%), enquanto Peru e Paraguai crescerão 4,2%. A Colômbia terá expansão de 3,6%, e Chile e Uruguai, 3%.

A economia venezuelana deve sofrer a maior contração da região, tendo seu PIB reduzido em 3,5%.

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