Seis soldados ucranianos morreram neste domingo em confrontos com separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, onde foi registrado um dos dias mais mortíferos, apesar da frágil trégua iniciada em meados de fevereiro.
Segundo o porta-voz militar ucraniano, Olexander Motuzianyk, dois soldados faleceram na explosão de uma mina às 07h55 GMT (04h55 de Brasília) perto de Shirokiné, a 10 quilômetros do porto estratégico de Mariupol, nas mãos de Kiev.
"Três militares estavam no veículo.
A polícia ucraniana havia anunciado pouco antes a morte de quatro soldados pelo disparo de um míssil antitanque em Shchastia, cidade controlada pelas forças governamentais a 15 km do reduto pró-russo de Lugansk.
As autoridades ucranianas informaram que este disparo atingiu uma ponte repleta de minas em Shchastia, o que provocou a explosão na qual os soldados faleceram.
"Eram nossas próprias minas. São minas antitanque que nossos soldados colocaram para se proteger, mas o míssil caiu em cima delas e provocou a explosão", explicou Motuzianyk.
Em Avdiivka, cidade controlada por Kiev perto do aeroporto de Donetsk, três militares ucranianos morreram na véspera na explosão de outra mina, havia anunciado o exército.
Desde o início do conflito, que já deixou mais de 6.000 mortos em quase um ano, os dois grupos instalaram minas diversas estradas, campos e infraestruturas estratégicas no leste da Ucrânia para bloquear o acesso e reforçar sua defesa.
Apesar da entrada em vigor no dia 15 de fevereiro de um novo cessar-fogo, no âmbito dos acordos de Minsk 2, os confrontos prosseguem todos os dias.
"O cessar-fogo continua sendo bastante frágil", destacou nesta semana a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).
Forças de manutenção de paz
O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, advertiu no sábado os separatistas sobre as consequências da violação do cessar-fogo.
"Embora as forças ucranianas respeitem rigidamente, sob minhas ordens, o regime de cessar-fogo, se ele for violado já temos como responder ao agressor", disse Poroshenko, segundo imagens da televisão ucraniana.
O presidente ucraniano fez estas declarações durante a inspeção do armamento adquirido recentemente por Kiev no centro de treinamento da Guarda Nacional.
Kiev e os países ocidentais acusam Moscou de apoiar com armas e soldados os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, alegações que a Rússia sempre desmentiu.
Neste sentido, o governo ucraniano solicitou em várias ocasiões o envio de forças de manutenção de paz com o objetivo de controlar principalmente a fronteira entre seu país e a Rússia.
Segundo Poroshenko, esta questão será abordada em breve em uma reunião dos ministros das Relações Exteriores de Ucrânia, Rússia, Alemanha e França.
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