As negociações sobre o programa nuclear iraniano "estão nos últimos metros, antes da linha de chegada, que são os mais difíceis", disse nesta quarta-feira o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, em sua chegada a Lausanne.
"Estamos a alguns metros da chegada, uma dezena de metros, mas sabemos que estes são os mais difíceis", disse o ministro das Relações Exteriores, destacando que o acordo "não está concluído".
"O que está em jogo é muito importante porque se trata da luta contra a proliferação nuclear e, de uma certa forma, da reintegração do Irã na comunidade internacional", reforçou Fabius.
Ele repetiu que a França apoia um acordo "robusto e verificável".
"Ainda há alguns pontos sobre os quais é preciso avançar, particularmente do lado iraniano", afirmou, enquanto as negociações entre as grandes potências e o Irã entraram na segunda semana.
Perguntado sobre quando esperaria uma conclusão, ele respondeu, "o mais rápido" possível.
Fabius tinha deixado a cidade suíça ao amanhecer desta quarta-feira para participar do Conselho de Ministros, em Paris, e havia advertido que só retornaria se fosse "útil".
Segundo vários diplomatas, os pontos de discordância continuam sendo os prazos para a suspensão das sanções que asfixiam a economia de Teerã, o futuro limite da capacidade de enriquecimento de urânio e o destino do armazenamento de material nuclear do Irã.
O objetivo dos diálogos é chegar a um acordo de base para alcançar um pacto político sobre o programa nuclear iraniano, que permita negociar a continuidade até 30 de junho para um acordo definitivo, com todos os detalhes técnicos.
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