O Ministério da Defesa disse em comunicado, divulgado nesta quinta-feira, que se reserva o direito de revisar seus planos de retirada no caso de um ataque das forças rebeldes.
Um oficial ucraniano disse que as primeiras armas a serem retiradas nesta quinta-feira serão canhões de calibre 100 milímetros.
Os combates no leste ucraniano mataram cerca de 5.800 pessoas desde abril.
A implementação do acordo é supervisionada por cerca de 600 integrantes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Antes do anúncio da Ucrânia, Michael Bociurkiw, porta-voz da missão de monitoramento da OSCE, reclamou do fato de que os dois lados fazerem poucos progressos para estabelecer os fundamentos para a retirada de armas. Isso exige que os dois lados do conflito façam uma relação das armas que possuem e forneçam detalhes sobre como e onde elas serão realocadas, disse ele.
"Não é suficiente ser convidado para seguir o processo de remoção em parte do caminho. Tem de ser completo", afirmou ele. "Não se trata de uma lista de compras, não se pode escolher e pegar."
A Rússia nega as acusações ucranianas de que está apoiando os rebeldes com armas e o envio de soldados, mas o Ocidente e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não acreditam na afirmação, ao mostrar fotografias de satélite de equipamentos militares russos no leste da Ucrânia. Fonte: Associated Press..