Além do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e dos chanceleres da Colômbia e do Equador, participarão da reunião a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, e o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper. A comissão promoveu várias reuniões no ano passado na Venezuela, para tentar restabelecer o diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição, que liderava protestos nas ruas do país. Na época, o representante brasileiro nas conversações era o então chanceler Luiz Alberto Figueiredo.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, na última segunda-feira, sanções a funcionários do governo venezuelano, com a suspensão de vistos em passaportes, após declarações de Maduro de que o vice-presidente americano, Joe Biden, estaria “por trás de um plano para derrubá-lo”.
Em julho do ano passado, a Casa Branca impôs restrições a 24 integrantes do governo venezuelano. Os Estados Unidos acusaram o governo Maduro de ter agido de maneira violenta na repressão a protestos contra sua gestão.
Na última quarta-feira, Maduro pediu à Unasul que promovesse um diálogo diplomático com os Estados Unidos. "Falei com o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper. Solicitei-lhe oficialmente que assuma uma iniciativa diplomática para evitar que os Estados Unidos continuem rumo a um beco sem saída, para procurar um mecanismo de diálogo com o governo norte-americano e construir uma diplomacia de paz, de diálogo, de entendimento", disse o chefe do governo venezuelano durante o programa Em Contato com Maduro, transmitido pela televisão estatal..