O prazo final passou sem que fosse divulgado o que aconteceu com al-Kaseasbeh e o outro refém, o jornalista japonês Kenji Goto. A mulher de Goto, Rinko, que vinha se mantendo em silêncio até agora, fez um apelo desesperado pela vida do marido nesta quinta-feira, além de revelar que tem trocado e-mails com o grupo que capturou seu marido.
"Nas últimas 20 horas, os sequestradores me enviaram o que parece ser sua última exigência", disse ela em comunicado. Segundo ela, "se a prisioneira Sajida al-Rishawi não fosse libertada até o pôr-do-sol, o piloto jordaniano seria executado imediatamente". "Eu imploro aos governos jordaniano e japonês que entendam que os destinos dos dois homens estão em suas mãos", escreveu ela.
Em princípio, a Jordânica havia oferecido trocar al-Rishawi pelo piloto, mas o governo não fez menção a Goto. Na tarde desta quinta-feira, o porta-voz do governo jordaniano, Mohammed al-Momani, deu a entender que a possível troca estava em espera e que al-Rishawi ainda estava na Jordânia. A mensagem de áudio divulgada pelos militantes na quarta-feira dizia que a troca deveria acontecer na fronteira da Turquia com o Iraque.
"Queremos ver uma prova de vida de que o piloto jordaniano e então podemos conversar sobre a troca entre Sajida al-Rishawi e o jordaniano", disse ele.
A mulher de Goto escreveu que os captores de seu marido entraram em contato com ela pela primeira vez, por e-mail, no dia 2 de dezembro. "Desde então, tem havido troca de e-mails entre mim e o grupo enquanto eu luto para salvar sua vida."
"Meu marido e eu temos duas filhas muito pequenas", disse ela em comunicado. "Nossa menina menor tinha apenas três semanas quando Kenji viajou", acrescentou.