"A questão a ser discutida não é o nosso apoio à Ucrânia.
Apesar do posicionamento de Mogherini, analistas sugerem que a União Europeia pode se preparar para abrandar sua posição ante a Rússia, em parte devido à pressão da desvalorização do petróleo sobre a economia do país, que depende fortemente do comércio da commodity e do gás natural para suas receitas. A revelação de documentos internos da União Europeia na semana passada, que delineiam possíveis áreas de cooperação com Moscou, fortaleceram a especulação de que as sanções podem ser retiradas. As sanções foram impostas à Rússia no ano passado, após a anexação da Crimeia.
De acordo com Mogherini, qualquer discussão sobre as sanções "será baseada apenas em avanços concretos na implementação do acordo (de paz) de Minsk". A emissária de Relações Exteriores também se disse preocupada com um ataque a um ônibus na Ucrânia após um período de relativa estabilidade. "O retorno da violência no leste da Ucrânia não é uma boa notícia".
Mogherini afirmou ainda que as discussões sobre a Rússia irão se focar em como "os instrumentos de que dispomos podem ser utilizados de modo mais coordenado, mais efetivo". Diplomatas da União Europeia têm defendido que o bloco deve enfatizar os modos pelos quais ambos os lados podem cooperar, bem como as sanções.