O redator-chefe da revista satírica Charlie Hebdo, Gerard Biard, defendeu na televisão americana a polêmica charge do profeta Maomé publicada nesta semana na capa da revista francesa, ressaltando que os desenhos defendem a liberdade de religião.
"Cada vez que desenhamos uma caricatura de Maomé, cada vez que desenhamos caricaturas de profetas, cada vez que desenhamos uma caricatura de Deus, defendemos a liberdade de religião", sustentou o redator-chefe da Charlie Hebdo, Gerard Biard, no programa "Meet the Press" da rede NBC.
"Pensamos que Deus não deve ser uma figura política ou pública.
"Sim, é também a liberdade de expressão, mas é a liberdade de religião. A religião não deve ser um argumento político", afirmou na entrevista à rede americana, que será transmitida integralmente neste domingo.
Estas declarações coincidem com a explosão de violentos protestos em vários países muçulmanos após a publicação de uma caricatura de Maomé no último número da revista Charlie Hebdo, vítima de um atentado no início de janeiro que deixou 12 mortos.
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