Segundo as autoridades italianas, um total de 477 pessoas foram evacuadas e a lista com seus nomes foi enviada às autoridades gregas, que também investigam as circunstâncias da tragédia, para determinar o número final de mortos. Ettore Cardinali, magistrado à frente da investigação dirigida pelo procurador Volpe, fez na tarde desta sexta-feira uma primeira inspeção rápida na embarcação, quando foi recuperada a caixa preta.
"Até o momento não é possível entrar na garagem do ferry por questão de segurança, já que isso representa um risco para todos", explicou Cardinali à imprensa ao descer do Norman Atlantic. O magistrado, designado pela promotoria de Bari, informou que deverá comparecer novamente ao local no sábado. Nos próximos dias ele também irá a Brindisi para continuar a investigação.
À espera do resultado da busca que será realizada pelas autoridades judiciais italianas em Brindisi, o número exato de vítimas continua sendo um mistério. A presença de passageiros clandestinos a bordo já ficou confirmada, e três deles, um sírio e dois afegãos, fizeram um pedido de asilo político, segundo Volpe.
Mas, para o procurador, sem dúvida outros imigrantes ilegais estavam escondidos nos muitos caminhões transportados pelo "Norman Atlantic".
Cerca de 500 pessoas poderiam estar a bordo do ferry quando o incêndio foi declarado, de acordo com as estimativas de Volpe. A lista de passageiros, contudo, só contabilizava 474 pessoas, segundo a Anek, companhia grega que fretou o barco..