O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a resolução revisada seria apresentada nesta segunda-feira e votada na terça-feira.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por sua vez, afirmou que se o Conselho de Segurança da ONU não rejeitar a proposta, eles a rejeitarão. A autoridade palestina está "buscando nos submeter a uma imposição que poderia minar a segurança de Israel e colocar seu futuro em perigo", disse Netanyahu em uma declaração. "Israel vai se opor às condições que põem em risco o nosso futuro", acrescentou.
O líder israelense afirmou ainda que seu país espera que a "a comunidade internacional ou pelo menos, os membros responsáveis da comunidade, se oponham vigorosamente a esta imposição da ONU porque o que precisamos sempre é de negociações diretas e não condições impostas".
O embaixadora da Jordânia na ONU, Dina Kawar, representante árabe no Conselho de Segurança, disse a jornalistas enquanto se dirigia a uma reunião a portas fechadas nesta segunda-feira que seu país gostaria que tivessem sido realizadas mais consultas entre os 15 membros do Conselho, mas reconhece que a situação palestina é difícil. "Nós estaremos fazendo o que os palestinos querem e em conformidade com a Liga Árabe", afirmou Dina.
É quase certo que o Conselho de Segurança vai rejeitar a resolução com um calendário para acabar com a ocupação israelense. Mesmo que a proposta reúna o mínimo de nove votos necessários a favor, os Estados Unidos, principal aliado de Israel , provavelmente vão vetar a medida. O país defende uma solução negociada para o conflito israelense-palestino.
Os palestinos apresentaram um projeto de resolução em 1º de outubro pedindo que o Conselho definisse como prazo novembro de 2016 para a retirada israelense de todos os territórios palestinos ocupados desde 1967.