O tsunami que varreu a costa de uma dezena de países banhados pelo Oceano Índico e fez mais de 226 mil vítimas completa dez anos nesta sexta-feira (26).
Depois da passagem do tsunami, um grande programa de assistência internacional foi implementado. Aproximadamente US$ 7 bilhões de ajuda internacional foram alocados nos anos que se seguiram.
Na província indonésia de Aceh, a mais afetada, cerca de 140 mil casas, estradas, escolas e centros de saúde foram reconstruídos. Na província, foram contabilizados mais de 127 mil mortos, 93 mil desaparecidos, 635 mil desalojados e uma área de destruição equivalente a 45 campos de futebol.
Para a ministra do Turismo e das Indústrias Criativas da Indonésia, Mari Elka Pangestu, a destruição causada pelo tsunami na Banda Aceh, na ilha de Sumatra, foi "enorme", mas permitiu duas grandes conquistas no processo de reconstrução: a paz na região e a aposta no turismo. Segundo ela, as autoridades indonésias procuraram não só avançar com o processo de reconstrução física, mas também identificar novas formas de desenvolvimento econômico.
O renascimento da Província de Aceh foi beneficiado pela ajuda internacional e pelo fim de um conflito armado de quase três décadas entre separatistas e forças governamentais. Um acordo de paz foi concluído menos de um ano após o desastre natural.
Na Tailândia, o turismo também foi incentivado.
A reconstrução também trouxe problemas, particularmente em Aceh. Na localidade, o processo motivou a extração ilegal de madeira na floresta tropical da Samatra, que corre o risco de perder o estatuto de patrimônio mundial.
A floresta tropical da Samatra, composta por três parques nacionais, classificada como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 2004, está em risco. A reserva florestal da Indonésia é a terceira maior do mundo, depois da Amazônia e da Bacia do Congo, mas cerca de 40% foram destruídos por madeireiros ilegais nos últimos 50 anos.
*Com informações da Agência Lusa.