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Estado de Minas

Tomada de refém na Bélgica era uma farsa


postado em 15/12/2014 18:10

A tomada de um refém, que mobilizou um importante dispositivo policial nesta segunda-feira em Gantes (noroeste da Bélgica), acabou se revelando uma farsa, informou o Ministério Público desta cidade, após uma manhã conturbada.

Um homem de 18 anos, que vivia ilegalmente na Bélgica, foi preso e interrogado pelo MP, que concluiu que não houve sequestro algum, noticiou a agência Belga. A polícia já conhecia o jovem por envolvimento com entorpecentes.

A farsa ocorreu ao mesmo tempo em que, na Austrália, 17 pessoas eram feitas reféns por mais de 16 horas, um incidente que acabou com três mortos, entre eles o sequestrador.

O homem, que pode ser condenado a dois anos de prisão e multa, bem como a um possível abono dos custos da operação policial, deu o alerta na manhã desta segunda-feira, ao afirmar ter visto "quatro pessoas com fuzis Kalashnikov fazendo refém seu amigo".

"As 08h30 (locais, 05h30 de Brasília), um homem entrou na loja. Disse: 'liguem para a polícia, há quatro pessoas no meu apartamento, puseram um revólver na minha cabeça e meu colega ainda está lá, dormindo'", explicou aos muitos jornalistas presentes Carine Malfait, que tem uma loja no térreo do edifício.

"Então, liguei para a polícia", contou.

Os policiais mobilizaram um importante efetivo e entrou no meio-doa no apartamento, onde estariam os sequestradores e o refém.

Mas os 15 oficiais das forças especiais da polícia não encontraram no imóvel "nenhum Kalashnikov, nem pessoas armadas", explicou uma porta-voz do MP de Gante, Annemie Serlippens.

A "suposta vítima" negou ter sido feita refém, acrescentou.

A porta-voz explicou que os três homens, cuja detenção chegou a ser noticiada pela imprensa, não foram acusados de nada.

"É gente que vive aqui e não tem nada a ver com o fato", acrescentou.

"Não há indícios de que isto tenha relação com o terrorismo, o Estado Islâmico ou com o que ocorre neste momento em Sydney", tinha informado Serlippens anteriormente.

As autoridades tentam esclarecer se o homem estava drogado ou bêbado quando pediu ajuda, explicou a porta-voz.


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