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Estado de Minas

Queda do preço do petróleo não estimulará demanda, diz AIE


postado em 12/12/2014 15:25

A queda dos preços do petróleo, provocada por uma oferta abundante, não estimulará o apetite mundial pela commodity devido ao incerto crescimento econômico, afirmou nesta sexta-feira a Agência Internacional de Energia (AIE).

"O crescimento da demanda [de petróleo bruto] deve se fortalecer em 2015, em relação a 2014, mas esta aceleração parece mais modesta do que o previsto anteriormente, devido ao ritmo cada vez mais incerto da reativação econômica mundial", explica a AIE em seu informe mensal publicado nesta sexta-feira.

O consumo de petróleo aumentará em 900.000 barris diários mp ano que vem e chegará a 93,3 milhões de barris por dia (mbd), em comparação com os 93,6 mbd previstos anteriormente, detalha a AIE em seu relatório de dezembro.

A AIE mantém em 92,4 mbd sua previsão de demanda para 2014.

A cotação de petróleo caiu mais de 40% desde junho, e fechou a sessão de quinta-feira abaixo da barreira simbólica dos 60 dólares o barril, pela primeira vez desde meados de julho de 2009 em Nova York.

Em Londres, o barril de Brent para entrega em janeiro fechou em novo patamar mínimo, a 63,68 dólares. O preço do petróleo bruto continuou caindo nesta sexta-feira.

A isso deve-se somar o fim dos subsídios públicos aos produtos petrolíferos em alguns países e a valorização do dólar, que encarece a compra em moeda local, assim como o fraco aumento dos salários nos países desenvolvidos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"O impacto negativo da queda dos preços do petróleo nas economias dos países exportadores deve contrariar o efeito estimulante que poderia ter para os países exportadores dessa maréria-prima em um contexto de crescimento econômico e de inflação baixos", estima a OCDE.

Venezuela e Rússia prejudicadas

Venezuela e Rússia são especialmente prejudicadas porque a queda de suas receitas advindas do petróleo afeta suas finanças e, como consequência, o consumo interno.

A própria Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), já rebaixou nesta quarta-feira suas previsões sobre a demanda mundial de cru para este ano e para o ano que vem.

No fim de novembro, o cartel decidiu manter seu teto de produção em 30 mbd, apesar do desejo de alguns de seus países-membros -entre eles a Venezuela- de reduzir a oferta para permitir uma recuperação das cotações.

Nesse ano, a oferta mundial de petróleo aumentou em 2,1 mbd, sobretudo por causa da produção de xisto nos Estados Unidos.

A consequência é que a pressão baixista sobre os preços persistirá, segundo AlphaValue. A OCDE prevê um barril a 50 dólares no início de 2015, já que a produção nos Estados Unidos continuará "batendo recordes semana após semana".


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