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Estado de Minas

Escoteiros britânicos envolvidos em casos de pedofilia


postado em 11/12/2014 10:52

Novos casos de pedofilia foram descobertos em um instituição britânica de escoteiros, que se desculpou oficialmente em uma carta, enquanto outros caso podem ser revelados ainda nesta quinta-feira.

"Pedimos desculpas a todos aqueles que foram agredidos quando eram escoteiros", declarou a Associação de Escoteiros britânicos em um comunicado divulgado quarta-feira à note, em resposta à publicação de uma investigação realizada pela BBC no início do dia.

A emissora revelou que 56 pessoas entraram em contato com escritórios de advocacia para tomar medidas legais contra a Associação por atos que datam de várias décadas.

A publicidade em torno de escândalos de pedofilia no mundo do showbiz e outras instituições como a Igreja teria incentivado as vítimas a quebrar o silêncio.

A Associação de Escoteiros contesta os números da BBC e cita 36 reclamações desde outubro de 2012 (48 desde o nascimento do movimento em 1907), mas reconhece já ter pago mais de 500.000 libras (mais de EUR 780.000) em indemnizações às vítimas.

David McClenaghan, legalmente representa vários demandantes, disse que os dois números representam de qualquer maneira "apenas a ponta do iceberg."

O advogado ressaltou nesta quinta-feira de manhã que havia coletado trinta evidências adicionais das revelações da BBC.

De acordo com ele, a Associação de Escoteiros só pediu desculpas porque está "sob forte pressão da mídia". O pedido de desculpas "só serve a seus interesses momentâneos e não tem nada de verdadeiro", acusou.

A BBC deu ênfase a dois casos em particular de abusos sexuais cometidos por dois líderes de escoteiros, o primeiro nos anos 1960 e 1970, e o segunda nos anos 1980.

Em ambos os casos, os autores não foram denunciados à polícia pela Associação, que tinha conhecimento dos fatos.

"Lamentamos profundamente essas violações. Foi uma resposta inadequada e inaceitável a esta situação", disse a Associação, citando "incidentes extremamente raros".

A Associação, que tem 550 mil membros, incluindo 100.000 voluntários, garante que isso não aconteceria hoje em dia.

"Se descobrirmos que alguém tenha feito algo de errado, a informação será automaticamente passado para a polícia, de acordo com os procedimentos em vigor há 20 anos", disse ela.

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