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Estado de Minas

Quatro religiosos suspeitos de pedofilia são presos na Espanha


postado em 24/11/2014 16:01

Quatro religiosos espanhóis, suspeitos de abusar sexualmente de menores em uma paróquia de Granada, no sul da Espanha, foram detidos nesta segunda-feira, anunciou o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz.

"A polícia prendeu preventivamente quatro pessoas. São quatro sacerdotes envolvidos no assunto", afirmou o ministro à rádio pública espanhola.

Os detidos são três sacerdotes e um professor de religião, informaram fontes da investigação à imprensa.

O escândalo veio à tona depois que um jovem, agora maior de idade, escreveu uma carta diretamente ao Papa Francisco, denunciando os abusos sexuais sofridos quando era menor de idade por parte de um grupo de religiosos.

"Querido Santo Padre: tenho 24 anos e sou membro da Opus Dei". Assim começa a carta dirigida ao Vaticano, informa o jornal El País.

O jovem, que frequentou entre os 7 e os 18 anos a paróquia de Granada onde trabalhavam os sacerdotes, mencionou especialmente quatro deles. "As práticas sexuais mais frequentes iam desde massagens a masturbações e beijos na boca", divulgou o jornal citando a carta.

"Outros menores, meninos e meninas, podem ter sofrido abusos sexuais", inquietou-se o jovem na carta, assegurando que outros religiosos sabiam o que ocorria.

Depois de tomar conhecimento do caso, o Papa Francisco pediu perdão ao jovem, em nome da Igreja católica, informou o El País.

O arcebispado de Granada havia confirmado em meados de novembro uma investigação por abusos sexuais a menores de idade contra um grupo de sacerdotes, suspensos de suas funções.

O arcebispo, Francisco Javier Martínez, rezou no último domingo ante o altar da catedral da cidade para pedir perdão "a todas as pessoas escandalizadas pela conduta da Igreja".

Desde que assumiu o posto de Bento XVI, o papa Francisco defende a tolerância zero à pedofilia, que pode ter causado dezenas de milhares de vítimas e desacreditou a Igreja católica.

A maior parte dos casos remontam às décadas de 1960, 1970 e 1980, e o escândalo foi amplificado pela tolerância que durante muito tempo desfrutaram alguns sacerdotes pedófilos por parte de uma hierarquia antes de tudo preocupada em preservar a reputação da instituição.


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