Jornal Estado de Minas

Ebola: profissionais de saúde da Libéria endurecem greve

AFP

Os profissionais da área de saúde da Libéria vão endurecer, a partir de segunda-feira, o movimento de greve visando o pagamento de adicionais de risco em face da epidemia de Ebola - anunciou neste domingo o presidente do sindicato, Joseph Tamba.

Dezenas de pessoas morreram vítimas do vírus Ebola na clínica Island, em Monróvia, capital do país, desde o início de uma greve no estabelecimento, na última sexta-feira, disse à AFP um representante dos funcionários, Alphonso Wesseh.

"Nós diminuímos o ritmo das nossas atividades porque o governo se recusa a atender às nossas reivindicações", declarou Wesseh, acusando as autoridades de recusarem qualquer tentativa de mediação ou de compromisso.

"A partir de amanhã (segunda-feira) nós entraremos em greve nacional em todos os hospitais e centros de atendimento, inclusive nos centros de tratamento de Ebola", declarou à AFP Joseph Tamba.

O porta-voz do governo, Isaac Jackson, negou na sexta-feira qualquer alteração nos serviços de saúde, especialmente na clínica Island, aberta de forma emergencial em 21 de setembro e administrada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Não há protestos, tudo está bem com os profissionais de saúde e os pacientes estão sendo bem tratados", garantiu Jackson à imprensa - proibida de entrar no local.

Os cuidadores são particularmente afetados pela epidemia, que provocou 201 contaminações entre eles na Libéria, onde 95 morreram, segundo último balanço da OMS.

A Libéria é o país mais atingido pelo vírus da febre hemorrágica com 2.316 mortos sobre um total de 4.033 em sete países, também segundo a OMS.