O presidente do Equador, Rafael Correa, criticou neste sábado o que considera um plano de "intervenção" dos Estados Unidos na América Latina, através da criação de centros para a formação de líderes em nível mundial.
"Isto é parte da restauração conservadora, companheiros: o descarado anúncio de intervenção em outros países", disse Correa, em informe semanal de trabalho, emitido na cidade andina de Alóag, vizinha a Quito.
O presidente fez alusão ao anúncio recente do presidente, Barack Obama, sobre a criação de seis centros de inovação para potencializar os grupos da sociedade civil no mundo.
Ele acrescentou que a proposta é para "intervir em Venezuela, Bolívia e Equador".
"Deixem-nos em paz já e respeitem a soberania dos nossos países", afirmou o presidente equatoriano.
Correa, no poder desde 2007, tem denunciado permanentemente planos de grupos opositores que, segundo ele, buscam desestabilizar sua administração.
Além disso, afirmou que seu governo está enfrentando a "mesma cartilha" que a oposição tentou em Venezuela, Bolívia e Argentina.
"A estratégia é esquentar as ruas, depois tentar afetar a autoridade e a legitimidade do governo, buscando inclusive que a força pública se sublevante (...) para finalmente tentar derrubar o governo ou nos desgastar tanto quanto possível para as eleições de 2017", afirmou Correa, na sexta-feira, durante posse de novos ministros.
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